Archive for the ‘Alice Ruiz’ Category

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Dívida

outubro 30, 2011

“devia ser proibido
uma saudade tão má
de uma pessoa tão boa
falar, gritar, reclamar
se a nossa voz não ecoa
dizer não vou mais voltar
sumir pelo mundo afora
alguém com tudo pra dar
tirar o seu corpo fora
devia ser proibido estar
do lado de cá
enquanto a lembrança voa
reviver, ter que lembrar
e calar por mais que doa
chorar, não mais respirar (ar)
dizer adeus, ir embora
você partir e ficar
pra outra vida, outra hora
devia ser proibido…”

(Itamar Assumpção e Alice Ruiz)

 “- É muito caro ir ao Brasil?

– Depende, se você programar com antecedência, não.

– Mas quanto exatamente?

– Ah uns £600.

– É… É mais caro do que ir a Cuba”

 

Já nem sei o que é mais caro, se passagens entre América e Europa, ou se o silêncio por não saber mais de ti.

Se a dúvida da resposta para tantas perguntas, ou se a certeza da tua falta, mais de um ano depois.

Pagaria Libras, Reais, Euros, Dólares ou qualquer outra moeda pra te ter por perto de novo. Mas teu sorriso não tem preço e a segurança da tua mão guiando a minha se esvaeceu deixando-me apenas a dívida impagável da saudade de ti.

Quantas alegrias economizadas? Quantos tostões de carinhos não dado?

Soma-se a isso a atenção redobrada que me dedicaste, ao cuidado em não me deixar passar frio. Somam-se também teus elogios a minha beleza tão bem comparada àquela atriz Hollywoodiana e ao teu olhar desconcertante, bem ao estilo dos galãs de romance americano.

Somam-se ainda tuas esperas por mim na estação de trem, do metrô e até no pub, mesmo sem beberes uma gota de álcool.

Uma conta que somou tanto não podia deixar pendências.

Ainda penso em adquirir um empréstimo da vida para pagar meu débito…

 

 

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Dois em um

abril 20, 2009

Essa é pra você, que descobri no presente já estando em minha vida desde o passado… Seu ‘sopro’ tem sinto o meu ‘sopro de vida’…

 

“assim que vi você
logo vi que ia dar coisa
coisa feita pra durar
batendo duro no peito
até eu acabar virando
alguma coisa
parecida com você

já nem sei se é você mesmo
ou se sou eu que virei
parte da tua leitura

parecia ter saído
de alguma lembrança antiga
que eu nunca tinha vivido

alguma coisa perdida
que eu nunca tinha tido

alguma voz amiga
esquecida no meu ouvido

agora não tem mais jeito
carrego você no peito
poema na camiseta
com a tua assinatura”

(Dois em um – Alice Ruiz)