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Lembranças…

maio 17, 2009
contrabaixo
“Neném olha que te quero comigo
mas sei que estou na tua gatinha coisinha
te quero bem, te quero bem
Neném agora deixa de besteira, bobeira
pois de qualquer maneira a vida é tão passageira
por isso vem!
Eu sei que deste jeito esta coisa acontece comigo
sua timidez que me faz te amar
pra ficar seguro você me oferece um abrigo
pois o teu encanto que me contêm
Vem neném!”
(Harmonia do Samba)

 

Ia sair daquele lugar e, de repente, pensei em te ligar. Foi quando descobri que também estavas lá. Impossível parar o pensamento e não deixá-lo retroceder alguns anos, quando tudo isso ainda fazia parte da minha vida.

Viagens, aeroportos, van, hotel, passagem de som, show, fãs, autógrafos, ciúmes… Coisas boas que ficaram marcadas na memória e que me fazem querer relembrar.

Digo relembrar porque é apenas isso que quero: viver, em memória, coisas boas do passado; e não reviver no presente, coisas que lá atrás ficaram.

Decidi ir além e, depois de tantos anos, acompanhar-te de novo em um único show.

O frio na barriga começou na espera. Assim como antes, chegavam um por um, e também de um por um surpreendiam-se com a minha presença.

“Você vai pro show?”  Sim! [Apesar de cansada e com a tal ‘responsabilidade’ cutucando o meu ombro para não ir, eu disse sim!]

O caminho até o local do show me fez voltar no tempo, época que em minha cabeça acontecia um turbilhão de sentimentos onde eu tentava entender o que eu fazia ali.

Agora eu sei a resposta!

Precisava ter vivido tudo aquilo para chegar à calmaria da tua amizade.

Era necessário ter conhecido tão de perto, teus erros, teus acertos e tuas dúvidas para chegar à certeza de que nossos corações sintonizar-se-iam na mais pura melodia da ternura.

As luzes acendem-se e entras no palco.

Tomei o lugar que há tempos não ocupava e mesmo sem a mínima intenção reconheci o olhar, o sorriso e a meiguice que me cativou.

Mesmo querendo evitar, foi impossível segurar a emoção ao ver te [e ouvir] tocar aquela música, a primeira de todas. A mesma que me levou até ti e a que até hoje me rouba o pensar toda vez que a ouço tocar.

A lucidez do que sinto faz-me declarar o amor que te tenho. Não amor carnal, mas amor de quem te quer bem, do fundo da alma.

És especial, e agora mais ainda por seres de Deus.

Apesar de nunca ter te dito, confesso: Tens lugar cativo em minha galeria, na seção dos mais amados!

* Escrito dia 27/05/2009, após a ‘melhor segunda-feira do mundo’, em SP
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