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Novos lugares

outubro 30, 2011

“Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também

E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e fé

E se olhar bem fundo até o dedão do pé”

[Gonzaguinha]

 Abriu os olhos e não reconheceu o lustre.

Não era dia, e aquilo não era um despertar propriamente dito.

As paredes, iluminadas apenas por alguns fachos de luz oriundos de velas espalhadas pelo ambiente, não lhe remetiam outras lembranças.

Uma brisa fria entrava pela fresta da janela que mostrava o céu avermelhado. “Vai chover”, pensou ela.

Mas desfrutou da brisa que agitava levemente, de um lado para outro o tal lustre e lhe fazia eriçar de frio o corpo desnudo.

Procurou no seu arquivo de memória algum registro parecido daquele lugar, mas ainda assim não encontrara.

Mesmo sem identificar o logradouro, nem o código postal sentiu-se afortunada.

E agradeceu pela vida que a cada dia lhe apresentava novos lugares.

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One comment

  1. Essas meninas que leem muita poesia…

    Que bom que postou. Continue. Beijo.



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